1Estou sentado à minha mesa a desenhar uma figura. O meu lápis desliza devagar pelo papel. Gosto de estar aqui. Tudo parece estar mesmo bem.
2De repente, o alarme de incêndio toca. É muito alto e começa de uma vez. Não sabia que ia tocar. Isso não tem mal. Os sons altos podem surpreender-nos às vezes.
3Paro o que estou a fazer. Poso o lápis em cima da mesa. Não preciso de o segurar agora.
4A minha professora diz: «Façam fila à porta, toda a gente.» Sei o que tenho de fazer. Caminho até à porta e encontro o meu lugar na fila.
5Saímos da sala juntos. Caminho. Não corro. Os meus pés avançam com calma, um passo de cada vez.
6Percorremos o corredor e saímos pela porta grande. O ar fresco envolve-me. Consigo senti-lo no rosto.
7Caminhamos até ao relvado lá fora. Toda a turma fica junta. Consigo ver os meus amigos ao meu lado. Não estou sozinho.
8A minha professora conta-nos. Um, dois, três… vai até ao fim da fila. Quer ter a certeza de que estamos todos cá. Estamos todos cá.
9Esperamos no relvado. Agora está mais calmo. Alguns amigos olham à volta. Outros ficam quietos. Esperar é algo que consigo fazer.
10A minha professora sorri para nós. Diz: «Muito bem, toda a gente. Fizeram um ótimo trabalho.» Essas palavras fazem-me sentir bem.
11Depois a minha professora diz que podemos entrar. Voltamos para dentro juntos, com calma, pelo mesmo caminho por onde saímos.
12Regresso à minha mesa. Pego no lápis. Olho para o meu desenho e continuo. Consegui. O alarme tocou muito alto e eu sabia exatamente o que fazer.
Para os adultos
Leia esta história antes do simulacro, não durante — uma história social faz o seu trabalho com antecedência, quando a criança está calma e tem tempo para fazer perguntas. Leia-a mais do que uma vez; a repetição é o que transforma a sequência em algo familiar em vez de algo novo. Aponte para as imagens tanto quanto para as palavras, porque para muitas crianças é ver a ordem dos acontecimentos que torna a situação previsível. Se algum detalhe for diferente na sua escola — o ponto de encontro, quem faz a contagem, como soa o alarme — diga-o em voz alta enquanto lê, ou crie uma versão com os seus próprios detalhes. Use linguagem literal: sem expressões idiomáticas, sem tranquilizações que a criança não consiga verificar. A história e as personagens são conteúdo editorial original da Readkidz, criado para esta coleção organizada pela plataforma.
Conversa sobre a história
- O que é que o menino está a fazer antes de o alarme tocar?
- O que é que ele faz primeiro quando o alarme começa?
- Para onde vai a turma e como é que caminham até lá?
- Por que razão a professora conta toda a gente?
- O que acontece no fim, depois de voltarem para dentro?
Perguntas frequentes
O que acontece em Quando o Sino Toca?
Um menino está a desenhar à sua mesa quando o alarme de incêndio dispara sem aviso. Ele pousa o lápis, faz fila à porta, sai com a turma, fica no relvado enquanto a professora conta todos, espera e depois volta para dentro e termina o seu desenho. Nada corre mal e nada é assustador — o objetivo da história é que a criança já conheça a ordem dos acontecimentos antes do dia em que isso acontece.
O que é uma história social e como é que esta está escrita?
É uma história curta e ilustrada que prepara uma criança para uma situação específica. Esta está escrita na primeira pessoa e no presente, com uma ideia por página, e descreve sobretudo o que acontece em vez de dizer à criança o que deve fazer. Essa distinção é importante: uma história que dá instruções acaba por ser posta de lado, e uma história que descreve é relida.
Para que idades foi escrita?
Dos 4 aos 8 anos. Tem doze páginas interiores curtas com um arco narrativo completo do início ao fim, o que corresponde a uma leitura de uma só vez para uma criança dessa idade.
Aparece algum incêndio?
Não. Não há fogo, fumo nem angústia em nenhuma parte do livro. O alarme é tratado como aquilo que é para a criança — um som alto e repentino — e todas as ilustrações focam-se no que a criança faz a seguir.
Posso criar uma versão com os detalhes da minha escola?
Sim, e neste formato vale a pena fazê-lo. Os pontos de encontro, quem faz a contagem e como soa o alarme variam de escola para escola, e uma história social funciona melhor quanto mais próxima estiver da realidade. O criador de histórias indicado abaixo recebe uma descrição da sua própria situação — ou um guião que já tenha escrito — e ilustra-a da mesma forma.
Isto é baseado nas Social Stories™ de Carol Gray?
Não. «História social» é aqui utilizado no seu sentido corrente. Social Stories™ é a metodologia com nome próprio de Carol Gray, com critérios publicados e formação específica, e a Readkidz não tem qualquer afiliação com ela nem afirma cumprir esses critérios.